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Prestai atenção seus medíocres!

12 Maio

A todos vós, seus medíocres. A todos vós, que sois medianos. A todos vós, que nada sois de especial!
Prestai atenção!

Bem sabeis quão poucas capacidades tendes. Bem sabeis quão pouco fascinante é a vossa vida. Bem sabeis quão pouco impressionantes são os vossos feitos. Ou pior ainda, nada disto sabeis!
Tudo o que dizem de vós, todos os impropérios, todas as ofensas, todas as críticas pela vossa tremenda vulgaridade, pesa comunicar-vos, são absolutamente legítimos! Escutastes bem: a vossa miséria é absolutamente real e terrivelmente verdadeira.
A vossa incapacidade de ser magnificamente bem sucedidos em qualquer empreendimento da vida é de facto uma característica da qual não vos podeis livrar.

Escutai e prestai atenção!
Há em vós uma incapacidade crónica de fazer algo de glorioso, de fazer algo brilhante, algo absolutamente notável. Por muito que vos esforceis, por muito que tenteis, nunca ireis brilhar como brilham os grandes, nunca sereis admirados como os poderosos, nunca sereis aplaudidos nas praças e nas ruas.
Não vos venho adular com falsas cortesias nem com palavras agradáveis ao vosso ouvido. Nada disso! Venho dizer-vos com toda a verdade: estais condenados a uma vida regular, a uma vida vulgar, a uma vida terrivelmente normal. Nunca sereis famosos e nada alcançareis de glorioso.

Mas não vos ireis contra mim, sou apenas um mensageiro! Não demonstreis mais uma vez, com essa vossa reacção, a tradicional banalidade a que nos tendes habituado. Não me fazeis assim ver novamente como nada sois de especial?
Tende paciência e aguardai.
Porventura sabeis as razões que movimentam o mundo? Porventura conheceis os recantos mais profundos do vosso ser?
Porventura podeis garantir que uma existência tão comum não tem riquezas desconhecidas?
inesperado.org_prestai atenção!
Escutai as minhas palavras e segui o meu conselho!
Não ambicioneis a vida dos grandes e magníficos. Não invejeis as taças de prata de onde bebem os seus vinhos. Não desejeis os cordeiros gordos com que se saciam. Não cobiceis o seu poder e o seu sucesso. Não granjeeis os aplausos que eles recolhem.

Acaso conseguis sondar os seus corações? Sabeis o que eles sentem quando se fecham as cortinas? Sabeis os fardos que carregam em segredo?

Não queirais ser como os inteligentes. Trazem consigo o peso da vaidade e a solidão de serem incompreendidos.
Não queirais ser como os poderosos. Vivem aterrorizados de perderem os seus domínios e a sua autoridade.
Não queirais ser como os belos. Caminham assustados pois a sua aparência está destinada a ser passageira.

Alegrai-vos antes pela vossa vida normal e pelas vossas capacidades perfeitamente medianas.
A vossa incapacidade é uma benção. A vossa vulgaridade é um privilégio. A vossa normalidade é um dom.
Esquecei o que se diz de vós. A vossa vida comum não é uma vida inferior!

Aprendei a apreciar uma vida simples. A desfrutar de uma existência serena e sem ambições.
Tereis sempre a força que necessitais para enfrentardes as dificuldades, e as capacidades para fazer um trabalho honesto. Cuidai daqueles que vos são confiados e vivei com alegria e gratidão.

Vereis então que no meio da normalidade da vossa vida revelar-se-á tudo o que é verdadeiro, tudo o que é grande, tudo o que é belo.

As vantagens de ser um falhado

22 Abr

Vamos encarar os factos: nós somos uns falhados. Podemos não o dizer a ninguém, podemos esconder de nós próprios, mas não conseguimos evitar aqueles pensamentos marotos:
Nenhuma relação que tenho bate certo.
No trabalho só faço asneira.
Sinto-me a ficar para trás.
Tenho vergonha da minha forma física.

Rapidamente nos consideramos um falhanço monumental, e a verdade é que o somos. Apesar de nos babarmos só a imaginar uma vida de suposto sucesso – família perfeita, carreira respeitável, dinheiro abundante e aparência invejável – a verdade é que a nossa vida está cheia falhanços desastrosos.

As boas notícias é que há várias vantagens em ser um falhado:
1. Só não falha quem não tenta.
Normalmente quem é um falhanço é porque tentou alguma coisa. Quer tenha sido lançar uma empresa, começar uma relação, candidatar-se a um trabalho, só o acto de tentar já é memorável. Tudo o que vale a pena fazer, vale a pena falhar a tentar. Só não falha quem não tenta.

2. Quem não falha não tem amigos.
Ninguém é muito amigo de uma pessoa que nunca falha. As pessoas invulneráveis, seguras de si e cheias do seu sucesso não dão espaço para mais ninguém. Pelo contrário, é natural sentirmo-nos próximos de alguém que confessou um seu falhanço: Ah ele também passou por isto? Que engraçado eu também… Ah ele fez aquilo?… curioso como fiz uma coisa parecida…
Partilhar os nossos fracassos, mostrar vulnerabilidade, é um caminho aberto para relações genuínas.
inesperado.org
3. Muitos falhanços fazem um humilde.
Apesar de ser uma chatice, o caminho mais seguro para quem quer ser humilde é ser humilhado muitas vezes. E para se sentir humilhado nada como uma boa dose de falhanços. Eles magoam o nosso orgulho e vaidade mas devolvem-nos a nossa justa dimensão. Muitas vezes as pessoas mais humildes são as que sabem que muito falharam.

4. Cresce-se mais a falhar.
As alturas de maior crescimento na nossa vida não são quando fazemos tudo bem, mas quando falhamos e temos consciência da razão pela qual falhamos. Curiosamente, quando as coisas correm bem nem sempre crescemos muito, porque nem nos damos ao trabalho de pensar no que fez as coisas correr bem. Pelo contrário, o falhanço é um reality check muito mais persuasivo: obriga-nos a encarar de frente o que fizemos e como o poderíamos ter feito melhor. O crescimento mais eficaz pode vir quando damos um espalho monumental.

5. Um falhado pode arriscar mais.
As pessoas que fazem tudo bem, costumam ter muitas coisas a que se agarrar. E por terem muitas coisas, têm também muito a perder. Pelo contrário, os falhados têm pouco a perder, e por isso, podem arriscar mais. No trabalho, por exemplo, a reputação de quem arrisca muitas vezes e vence algumas, será provavelmente melhor do que quem tem medo de falhar e tenta apenas coisas seguras. Os falhados podem arriscar mais, e por isso mesmo têm muito mais a ganhar.

6. Os falhados têm mais humor.
Uma pessoa até pode ter convicções opostas às nossas, mas se tiver sentido de humor até nos entendemos. Com o sentido de humor conseguimos fazer coisas extraordinárias. Acontece que os falhados confrontam-se regularmente com as suas figuras rídiculas, com surpresas desastradas e com acontecimentos inesperados, e isso já é meio caminho andado para se ter mais sentido de humor. Os certinhos acabam por ser tremendamente aborrecidos, e os falhados… ao menos esses são bem mais divertidos.

7. Ninguém espera muito dos falhados.
Os holofotes costumam estar virados para as pessoas bem sucedidas. Isso acaba por ser uma tremenda vantagem para os falhados – porque estão fora do radar – e por isso têm muito mais liberdade para surpreender toda a gente. Ninguém espera grande coisa de um falhado, tal como ninguém quer apostar no cavalo mais lento. Mas são esses falhados que podem surpreender tudo e todos aparecendo do nada com uma ideia revolucionária, com uma relação fabulosa ou com um projecto maravilhoso.

Por estas e por outras razões o falhanço tem-se tornado uma ocupação cada vez mais nobre.
Mas para se ser bem sucedido nesta ocupação… é preciso ser um verdadeiro falhanço.

Vista cansada aos 20

15 Abr

É comum ouvir pessoas de 40 ou 50 anos dizerem que têm a vista cansada.
Esse mal óptico é facilmente corrigível pela adequada prótese ocular, e por isso no momento oportuno puxam de uns óculos maravilhosos, que os ajudam a ver o que precisam, quer seja um jogo de palavras cruzadas ou um casaquinho de malha (sim, são estas as grandes ocupações desta geração).

Contudo, bem mais alarmante que essa natural fraqueza ocular, é a vista cansada que nada tem que ver com retinas e demais. Estamos a falar da própria forma como se vê as coisas. Estamos a falar de um olhar cansado: que já não se espanta, que já não se entusiasma, que já não tem esperança. E há quem o tenha desde os 20 anos.
É um olhar desapontado com a realidade: Eu já vivi muito… Eu sei como as pessoas são… Já sei tudo o que preciso saber. Já nada me surpreende…
inesperado
É um olhar que perdeu 3 capacidades:
1. O espanto
O espanto é uma interrupção da realidade. É ser surpreendido por pequenos milagres. Milagres tão simples como sentir pele de galinha, ver uma lua cheia ou receber um abraço inesperado. O espanto é uma capacidade própria dos humildes e das crianças. É próprio de quem se deixa surpreender, próprio de quem não sabe tudo. O espanto é o começo do entusiasmo.

2. O entusiasmo
O entusiasmo é uma distorção da realidade. É pegar nela e puxá-la para cima. O entusiasmo põe os olhos a brilhar e faz-nos fazer loucuras. Mas loucuras absolutamente necessárias: ir dançar uma noite inteira depois de um dia de trabalho. Ver o nascer do sol. Mergulhar num mar gelado. Beijar a pessoa de quem se gosta. O espanto é o começo da esperança.

3. A esperança
A esperança é uma superação da realidade. É esperar sempre a coisa maior. É contra todas as evidências, confiar que a vida vai-se expandir em possibilidades nunca antes previstas ou imaginadas. A esperança nada tem que ver com o optimismo, esse copo meio cheio e meio tonto. Ela parte de razões muito mais fundas, que não vacilam mesmo nas dificuldades. Ela permanece, porque está assente na convicção inquebrável que independentemente do que aconteça pode sempre nascer uma coisa melhor das condições presentes.

No fundo, a vista cansada é deixar de se espantar, e por isso deixar de se entusiasmar, e por isso deixar de ter esperança. É perder a capacidade de brincar com a realidade: deixar a reinventar, sonhar e construir. É deixar de se surpreender.

Mas pode uma pessoa ter uma vista cansada e recuperar o seu olhar?
Pode, mas dá trabalho. É preciso deixar tudo o que cansa o olhar: horizontes sem perspectiva, relações sem amor, acções sem sentido.
Mas não basta isso… é preciso descansar o olhar em coisas que valem a pena. Reparar e parar no que anima e no que entusiasma. Acreditar e voltar a acreditar nas coisas pequeninas e nas coisas grandes. Agradecer tudo o que há e tudo o que não há.

E assim aos poucos, podemos recuperar um olhar que se surpreende. Um olhar fresco e um olhar descansado.
Um olhar que ao chegar aos 50 anos até se vai rir… quando reparar nas palavras cruzadas ou no casaquinho de malha que tem ao colo.

Lamento, mas vou procurar a liberdade

4 Mar

inesperado.org - liberdadeNaquela tarde tomei uma decisão que ia mudar toda a minha vida. De agora em diante, ia apenas fazer o que me apetecia.

Largar as amarras das responsabilidades, dos deveres e das obrigações. Lutar por um ideal maior: a liberdade de poder escolher o que fazer. Poder determinar o futuro, poder decidir o meu rumo! Escolher o que me apetece, sem ninguém me dizer o que fazer. Tinha que viver essa liberdade! Haverá algo maior que a liberdade individual? Continuar a ler

10 razões para levar a sério a alegria

7 Jan

Inesperado.org - Levar a sério a alegriaÉ normal não levar a sério a alegria.
Costumamos pensar nela como risinhos e gargalhadas, ou como ter sorte e acontecer o que queremos, ou então como o estágio antes da bebedeira: “olha para ele, já está alegre!“. Outras vezes pensamos na alegria como uma infantilidade para a qual a nossa vida responsável e adulta não tem tempo. É uma distracção e uma fantasia. É um disparate para os sonhadores e idiotas.

Mas não, a alegria é bem mais que isto. A alegria é muito mais que uma fantasia, que uma distracção ou que uma bebedeira. A alegria é coisa para mudar a nossa vida e das pessoas à nossa volta. É coisa para transformar o nosso trabalho, as nossas amizades, o nosso mundo.
Porque ela é uma coisa demasiado importante… aqui ficam 10 razões para ser levada a sério: Continuar a ler

Como a vida melhora quando começares a matar

10 Dez

O nosso dia está cheio de distracções e actividades. Os nossos olhinhos dançam entre anúncios, neons e ecrãs, e a nossa vida vive meio refém de uma agenda sobrelotada com programas imprescindíveis. Procuramos dar resposta a uma chuva de possibilidades e corremos freneticamente para cumprir compromissos.

Queremos dar vazão a uma montanha de actividades, e pelo caminho garantir que todos ficam a gostar de nós. Acontece que isto é particularmente idiota: ao querer estar em todas as actividades percebemos que não estamos inteiros em nenhuma.
Estamos no jantar da prima a pensar na estreia do filme que vamos ver, no filme estamos a pensar na despedida de solteiro, e na despedida de solteiro a pensar… bem, na despedida não pensamos em grande coisa.

Ao querer ser tudo para toda a gente, acabamos por ser nada para ninguém.

A realidade é que não conseguimos corresponder a todos os pedidos e solicitações. O tempo não estica, tal como um cobertor não estica. Se puxarmos muito de um lado, ficamos com os pezinhos de fora, deixando sempre algum lado com mais frio. O que interessa é perceber qual o lado que importa manter quente.

matador

Sendo assim, qual o nosso papel no meio de tantas ocupações e distracções?
O nosso papel é sermos matadores. Sim, o nosso papel é matar.
Matar tudo o que está a mais, sem qualquer piedade. Matar todas as actividades que não são essenciais, matar tudo o que ocupa tempo e espaço que não podemos ceder. Caso não o façamos, todas essas actividades e distracções vão invadir as poucas coisas essenciais da nossa vida que não podemos prescindir. Apenas matando o que está a mais é que conseguimos deixar viver as coisas que realmente importam.

Temos que ser irrepreensíveis na matança porque as distracções, os convites e as ninharias, nunca vão parar de chegar. E se não nos está a custar matar várias actividades interessantes, então é porque estamos a deixar ficar viva demasiada treta.

Para cada sim que damos, temos que dar 10 nãos. É difícil dizer um não, mas é a única forma de conseguir dizer um sim convincente. Não às horas perdidas a fazer coisas que não interessam a ninguém, não à energia gasta a tentar impressionar os outros, não ao tempo investido em coisas desnecessárias. Sim às ideias que valem a pena, às relações que interessam, ao trabalho que importa.

Teremos sempre a liberdade de escolher o que fazer com o nosso tempo, mas se queremos aproveitá-lo bem e investir no essencial, vamos ter que tomar uma decisão: ou matamos ou não matamos.
Podem tentar manter as aparências… mas por aqui preferimos a matança.

Para que serve a tua vida?

26 Nov

O escritor Mark Twain dizia que os 2 dias mais importantes da nossa vida são o dia em que nascemos, e o dia em que descobrimos para que é que nascemos.

Descobrir o sentido da nossa vida é fabulosamente importante, mas se nos perguntamos demasiadas vezes qual é o sentido…então nunca vamos encontrar uma resposta.

Se perdemos demasiado tempo a tentar perceber qual o sentido de tudo, qual a nossa razão de ser, estamos precisamente a fugir das respostas que tanto procuramos. Estamos a consumir-nos em questões existenciais intermináveis, em vez de darmos o nosso melhor com o que temos pela frente… porque é precisamente que as respostas vêm.

Não nos descobrimos a teorizar sobre o sentido da vida ou à espera que a inspiração nos toque. Não nos descobrimos isolados do mundo ou sem correr riscos. Descobrimos para que servimos quando estamos embrenhados a viver a vida.

Na realidade, descobrimos para que servimos quando trabalhamos consistentemente no mundo real. Com problemas que nos fazem tremer as pernas, com medos que nos assustam, com erros que nos fazem corar. Revelamo-nos na tensão entre o ponto onde estamos e aquele para onde estamos a ir. Não apenas quando chegamos lá (se é que chegamos). Talvez seja essa tensão entre o que somos e o que seremos, que nos realiza, nos supera e nos revela.

para que serve a tua vida

Há um filósofo francês que diz que se não sujarmos as mãos, acabamos por perdê-las. Nós queremos tanto poupar as nossas mãozinhas para a altura ideal, para o trabalho perfeito, para família certa, para quando tivermos todas as respostas, que acabamos por não as usar. Esquecemos que as respostas para o coração chegam pelas mãos.

Descobrir para que somos feitos é uma aventura do tamanho da nossa vida. Essa aventura não se vive na bancada, à distância, a fazer teorias ou a mandar bocas. Vive-se saltando para o campo.
É hora de arregaçar as mangas e descobrir para que servimos.

5 coisas que não precisas

22 Out

Há coisas que achas que precisas para viver. Coisas que meteste na cabeça, mas que acabam por te pesar muito. Para teu grande alívio, vais descobrir que há 5 dessas coisas que não precisas mais:

Não precisas de estar tão seguro.
Não precisas de ter todas as respostas, fazer tudo certo ou ter sempre razão.
É espantoso, mas se falhares, o mundo não acaba. Uma critica não vai dizer toda a verdade sobre ti. Podes-te rir de ti mesmo e podes aprender coisas que não sabias.

Não precisas de te preocupar tanto.
Não precisas de carregar o mundo nos teus ombros. Não precisas de pensar em tudo o que pode correr mal.
O que tiver que acontecer acontece, e o facto de te preocupares não muda rigorosamente nada. Só te dá cabelos brancos. Quando chegar alguma dificuldade, aí arregaças as mangas. Entretanto, podes desfrutar cada dia com os belos cabelos que tens.

inesperado.org - 5 coisas que nao precisas

Não precisas de ser o melhor.
Não precisas de provar nada a ninguém. Não precisas de ser especial.
Não depende de ti seres o melhor da sala. De ti depende apenas dares o teu melhor. Deixa-te de ambições desmedidas e aproveita ao máximo os talentos fantásticos que já tens.

Não precisas de culpar o teu passado.
Não precisas de te lamentar pela tua infância infeliz, relações falhadas ou como ninguém te percebeu.
Surpresa: O passado já passou. O que fazes hoje é uma escolha tua, não tens que viver como vivias.
O teu passado foi importante e tornou-te quem és hoje. Podes agradecer as coisas boas e desfrutar o presente.

Não precisas de mais nada para seres feliz.
Não precisas de viver sem problemas. Não precisas que te corra tudo bem.
Nada nem ninguém está responsável por te fazer feliz. Isso é trabalho para ti.
A felicidade não é uma utopia, é uma coisa concreta para a tua vida.
Podes começar já hoje a viver mais feliz. É só começar.

5 ideias sobre a felicidade.

2 Jul

1. Todos somos infelizes.
Quer seja em casa, com os amigos, no trabalho, na saúde. Há sempre ali algum ponto onde as coisas não estão como gostaríamos, onde falta-nos alguma coisa.
Muitas vezes achamos que os outros têm essa coisa que nos falta :”Txii, ela é que está bem. É gira, tem um marido impecável e um bom trabalho…” Mas por muito improvável que nos possa parecer, essas pessoas também têm a sua infelicidade. De certa forma, todos somos infelizes, porque nos falta alguma coisa.

2. Todos somos felizes.
Mas será que para estarmos felizes não nos pode faltar nada? Que as coisas têm que estar resolvidas e arrumadas para sermos felizes? E se fosse possível ser feliz, apesar do que nos falta? E se fosse possível ser feliz precisamente porque nos falta alguma coisa?
Na realidade, há sempre uma diferença entre o que somos e o que gostaríamos de ser. Essa diferença, essa tensão, pode ser o motor que nos leva a ser felizes . É nessa distância entre o sítio onde estamos e onde gostaríamos de estar, que nos realizamos plenamente. É na luta, na procura, no desafio, que encontramos a felicidade que tanto procuramos. Se todos temos coisas que nos faltam, então todos podemos ser felizes.

3. A felicidade reconhece-se.
Não demora muito a reconhecer uma pessoa feliz. Sente-se, vê-se e percebe-se. A felicidade genuína, arrebata e contagia. Nada provoca tanto quanto uma pessoa realmente feliz. Põe-nos em cheque do princípio ao fim, porque o seu brilho revela as nossas sombras.
É maravilhoso termos pessoas assim na nossa vida: pessoas encontradas, realizadas, felizes. É ainda mais maravilhoso sermos uma dessas pessoas.

4.A felicidade chega a todo o lado.
Por vezes achamos que há alguma coisa de fundamentalmente errada connosco, que nunca nos deixará ser felizes.
Alguma coisa que nos fizeram ou alguma coisa que fizémos. Alguma coisa que nos exclui a possibilidade de sermos realmente felizes.
Acontece que isso é verdade. É absolutamente verdade… enquanto acreditarmos nisso.
A partir do momento em que aceitamos que todos temos as nossas cicatrizes – and that’s ok – e que nada está irremediavelmente perdido, podemos finalmente começar a receber a felicidade que nos está reservada. Não somos ninguém para dizer que não merecemos a felicidade.

5. A felicidade é uma escolha.
Há momentos em que sentimos a felicidade de forma evidente e plena. Mas para vivermos uma felicidade de fundo, precisamos de lutar por ela. Não se trata de querer agarrá-la demasiado, porque ela foge. Trata-se de um foco permanente no que podemos oferecer aos outros, e não no que podemos receber. A felicidade nasce dessa generosidade, mas para isso é preciso uma escolha. Uma escolha que não se adia, nem se adianta.
A felicidade é uma escolha para agora.

Depois é que vai ser.

19 Fev

Estamos no secundário
É tudo tão novo. Deixámos para trás os grupos de amigos que nos acompanham desde há uns anos. Agora tentamos muito ter um grupo que nos integre. Entretanto vamos sendo gozados – em doses suaves ou fortes – por sermos gordos ou feios ou burros, ou ainda por sermos magros, ou bonitinhos, ou marrões. Acabamos sempre por ser criticados de alguma forma. Mas isso nem é o pior,  é a pressão dos terríveis exames nacionais (insónias só de pensar) e depois tentar entrar na faculdade que queremos.
Quando tiver na Universidade é que vai ser.

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