Pessoas tóxicas: como me defender?

O que podemos fazer quando nos sentimos ameaçados por um ataque ou por pessoas destrutivas?

Por vezes sentimo-nos sob uma ameaça, sozinhos, longe das pessoas, como se fôssemos uma ilha…Vamos partilhar duas histórias inspiradoras de uma ilha no meio do Oceano Atlântico e ver como nos podem ajudar.

Profetas, Corsários e Piratas

Conta-se que no séc XVI, na Ilha do Porto Santo, na Madeira, havia um destemido homem que tinha sido marinheiro durante 12 anos, voltando com várias condecorações. tinha poucas relações com as pessoas da Ilha e viva isolado como pastor. Aproveitando-se do mistério à volta sua vida, fez-se passar por um profeta inspirado que vinha revelar os defeitos e as culpas secretas de toda a gente. Tocava uma campainha, descia para o povoado e começava a profetizar!

O Povo foi-se deixando levar pelo pastor, acontecendo várias barbaridades (tal como acontece sempre que se segue um bárbaro). Entre as várias histórias conta-se que mandou matar uma pessoa, mas que depois ela ia ressuscitar. Claro que depois não ressuscitou, mas aí já estava ocupado com outras profecias importantíssimas. Até que um dia três habitantes da Ilha que não acreditavam nas palavras do profeta, foram para a Madeira pedir ajuda às autoridades. O pastor foi preso e mandado para o tribunal de El-Rei, nunca mais tendo voltado à ilha. É por esta história que ainda hoje muitas vezes se chamam “Profetas” aos habitantes da Ilha do Porto Santo.

Curiosamente nós também trazemos profetas da desgraça dentro de nós. Quem são esses profetas, e o que nos dizem?

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Vais estar sempre sozinho, tu não vales nada…

Por muito que faças tudo vai correr mal…

É tudo culpa tua…

É uma escolha nossa acreditar ou não nestas profecias da desgraça. Podemos continuar a ouvi-lo, a ficar aterrorizado ou podemos simplesmente mandar o profeta embora…

Obrigado, mas não acredito em ti! Vai fazer essas profecias para longe…

Para além de lidar diretamente com esta conversa interior desagradável (lembremos este vídeo) e tal como houve quem fosse pedir ajuda para lidar com o profeta, também nós podemos pedir ajuda a alguém em quem confiamos para lidar com os nossos profetas…

Mas os desafios da Ilha não acabaram com estas ameaças internas… A vulnerabilidade da ilha era grande pelo seu isolamento e pela enorme praia que facilitava os ataques de piratas e que tornava difícil proteger a ilha.

No século XVII Corsários e Piratas, chegaram a levar mais de 900 habitantes para comércio de escravos. Muitos eram mortos, maltratados e abusados. Os poucos habitantes que sobreviviam conseguiam fugir para grutas ou escondidos em caves onde se guardavam cereais…

Ao longo dos anos, para se protegerem dos ataques foi feita vigilância a partir do ponto mais alto da ilha, o Pico do Facho, através de feixes de ramos ou fachos a arder e fogueiras.

Mais tarde, com o apoio do Rei foi feita uma fortificação no Pico do Castelo para dar alguma defesa, e apenas no séc XVIII, no tempo do Marquês de Pombal, foi construído o primeiro verdadeiro bastião da ilha, o Forte de São José.

Tal como esta ilha, muitas vezes estamos também nós vulneráveis a pessoas e situações destrutivas. Como nos podemos proteger?

Quem são as pessoas e situações que devo evitar ou até combater ativamente?

Será o comportamento abusador de alguém ao qual tenho que saber dizer não?

Será que estou enredado em algum vício que me tira vida?

Que mecanismo de vigilância e defesa posso criar para me defender?

Será que devo sair de algum ambiente tóxico que não me faz bem?

Por incrível que pareça, podemos fazer dos sítios de medo, sítios de festa. O exemplo disso é o Santuário de Nossa Senhora da Graça, onde alguns fugiam aterrorizados dos ataques dos piratas, que hoje em dia é um belíssimo santuário que recebe anualmente uma animadíssima festa, com música, procissões, banquinhas de comida e produtos locais.

Quer seja com os nossos profetas da desgraça ou com os piratas que nos tiram a paz, precisamos de reaprender a dar a justa importância a cada coisa e saber-nos proteger do que não nos faz bem.

Seria ingenuidade achar que em todos os momentos estamos capazes de nos proteger de distrações, desgraças ou piratarias. Por isso devemos escolher os momentos de serenidade para decidir e implementar hábitos que nos ajudem e tragam uma vida mais preenchida, como aquela que tanto desejamos.

Que novo hábito posso implementar? Que decisão, por mais pequena que seja, comprometo-me a fazer?

Curiosamente, a praia enorme que tornava fácil o ataque dos piratas é hoje em dia precisamente o encanto maior da ilha, uma fabulosa e encantadora praia, onde tantos encontram paz e descanso.

Possamos nós também transformar os ataques e as pessoas tóxicas em locais de onde nós e outros podemos encontrar tranquilidade e paz.

Referências:

Autor: Inesperado

Viver com Alegria, ultrapassar dificuldades, ganhar liberdade

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