O medo de falar em público

Eu tenho. Mas tive a sorte e a teimosia de continuar a falar, apesar do medo.

Vamos lá ver se tenho legitimidade para falar sobre isto. No outro dia fiz contas e já falei para mais de 10 mil pessoas. Por exemplo quando estava no estádio do Sporting e gritei da bancada.
Posto isto deixo aqui algumas coisas que me ajudam quando sou desafiado para falar com algum grupo.
1. Ter muito claro o que vou dizer, e para quem o vou dizer. Não vale a pena andar para a frente se não souber responder a isto.
2. Estar preparado. (não há grande volta a dar) + Acreditar no que se vai dizer.
3. “Não o faço por mim. Faço-o por eles.” Eu falar não é acerca de mim, é acerca da mensagem que quero transmitir, e por isso todas as preocupações com o meu valor, aparência e etc não fazem sentido perante esta visão mais focada nos outros. Aliás até posso fazer figura de urso, mas fi-lo pelo que tinha a passar. Bottomline: no centro os outros, e não os meus problemas e dúvidas.

No futuro voltarei a este tema de falar em público, com algumas técnicas que ajudam a aliviar aquela tensão. Especialmente porque todos nós mais tarde ou mais cedo temos que agarrar no micro, quer seja para nos apresentarmos a um grupo, partilhar um projecto, ou uma história, vender um produto, ou fazer o discurso em honra dos noivos.

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Respostas de 5 a “O medo de falar em público”

  1. Miguel Bandeira

    João, pegaste aqui num tema no qual tenho bastante interesse, por isso decidi deixar o meu comentário (vai ser uma espécie de mini-história mas prometo chegar ao medo de falar em público, lá para o meio…)

    Uma das coisas que mais me fascina sobre falar em público é o poder que as palavras têm sobre quem as ouve. Quando alguém que sabe cativar uma audiência sobe a palco e começa a falar, qualquer discurso que ele faça se torna num jogo de acção e reacção, de palavra dita e emoção induzida. E é giro ver como neste jogo, se o orador souber jogá-lo bem, o público está simplesmente à mercê das emoções que quem está a falar quiser transmitir. Se esboça um sorriso, a audiência sorri de orelha a orelha; se diz uma piada, toda a gente o vai achar um porreiro de primeira. Há uma ligação especial, uma relação que não sei bem de que é feita, que se cria entre as pessoas que ouvem e aquela que fala para uma audiência. Claro que há quem se saiba aproveitar desta relação, aqueles que criam os seus dispositivos de retórica para manipular quem os ouve, mas não é sobre esses que quero falar. Eu sou daqueles que acredita na genuinidade disto tudo, e concordo plenamente contigo quando dizes que se tem de acreditar naquilo que se vai dizer para que possa surtir algum efeito.

    Tenho um livro que se chama “21 discursos que mudaram o mundo”, escrito por Chris Abbott. Wow! Afinal isto de falar em público pode ser mesmo importante. Ah pois é, e é aqui que chego finalmente ao tema do teu post. O Martin Luther King de certeza que teve de ultrapassar muitos medos, para conseguir inspirar as pessoas da maneira como o fez no seu brilhante discurso “I have a dream”. Mas simplesmente valeu a pena lutar por isso.

    A mim por exemplo, já me aconteceu tremerem-me à brava os joelhos quando falava para uma multidãozita, ou sentir-me ficar vermelho que nem um tomate quando a última coisa que queria mostrar era nervosismo. Mas se alguma vez vamos querer passar a nossa mensagem a um grupo de pessoas, e pelo menos umas 300 vezes na vida isso há-de acontecer, temos é de combater o medo de falar, esse bicho irrequieto que quando dá menos jeito vem chatear.

    Espero não ter fugido muito ao tema, é que eu às vezes entusiasmo-me com estas coisas :)

    1. Grande Miguel!

      Obrigado pela tua partilha e pela tua história! Realmente isto de falar me público é giro porque mexe com alguns medos nossos, e também porque como dizias , acaba por calhar a todos ao longo da vida. Depois o que fazemos em cima do palco, torna-se uma manifestação (ou não) dessa genuinidade que podemos querer transmitir!

      Vai aparecendo e partilhando!
      Um abraço

  2. Eu costumava ter um medo terrível de falar em público. Sei que não parece porque quem me conhece sabe que nunca me calo. Mas isso é na risota, com malta com quem estou mais do que à vontade, e com quem não tenho medo nem vergonha de errar ou de fazer figuras (muitas vezes a ideia é essa).
    Depois apareceu o desejo de ler uma carta que escrevi em honra do meu pai, há uns anos, numa missa cheia de gente. E eu conhecia toda a gente… Tentei não olhar muito, até porque vi muita gente chorar com o que eu ia lendo, e correu muito bem. Recebi mensagens a dizer que nem me falaram no fim porque se iam desmanchar a chorar…
    Finalmente comecei o Mestrado, e o medo foi desaparecendo nas aulas em que tinha mesmo de falar, de explicar, de “ilustrar” o que queria demonstrar. Não cheguei a defender a tese, mas sei que o medo hoje em dia não está tão presente como já esteve.
    Além disso, apesar do medo, é como você diz: há um dia em que temos de pegar no microfone e falar (esse dia chegou quando o Papa Bento XVI veio a Fátima e a Joana pegou no microfone da camioneta e se pôs a cantar o hino do “Eu Acredito” para toda a gente aprender)

    1. Muito Obrigado pela partilha Joana! Falar em público é um bocado como aquela sensação de estar a ser empurrado para uma coisa que mete medo, como a grande descida de uma montanha russa… e depois até é bom!

      1. Meu mair medo quando criane7a era ne3o aadrgar as pessoas ou ne3o ser aceita pelas pessoas.Hoje tenho muitos medos entre eles o de ser humilhada por pessoas , de ne3o compreendida e de dificuldades financeiras.

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