As vantagens de ser um falhado

22 Abr

Vamos encarar os factos: nós somos uns falhados. Podemos não o dizer a ninguém, podemos esconder de nós próprios, mas não conseguimos evitar aqueles pensamentos marotos:
Nenhuma relação que tenho bate certo.
No trabalho só faço asneira.
Sinto-me a ficar para trás.
Tenho vergonha da minha forma física.

Rapidamente nos consideramos um falhanço monumental, e a verdade é que o somos. Apesar de nos babarmos só a imaginar uma vida de suposto sucesso – família perfeita, carreira respeitável, dinheiro abundante e aparência invejável – a verdade é que a nossa vida está cheia falhanços desastrosos.

As boas notícias é que há várias vantagens em ser um falhado:
1. Só não falha quem não tenta.
Normalmente quem é um falhanço é porque tentou alguma coisa. Quer tenha sido lançar uma empresa, começar uma relação, candidatar-se a um trabalho, só o acto de tentar já é memorável. Tudo o que vale a pena fazer, vale a pena falhar a tentar. Só não falha quem não tenta.

2. Quem não falha não tem amigos.
Ninguém é muito amigo de uma pessoa que nunca falha. As pessoas invulneráveis, seguras de si e cheias do seu sucesso não dão espaço para mais ninguém. Pelo contrário, é natural sentirmo-nos próximos de alguém que confessou um seu falhanço: Ah ele também passou por isto? Que engraçado eu também… Ah ele fez aquilo?… curioso como fiz uma coisa parecida…
Partilhar os nossos fracassos, mostrar vulnerabilidade, é um caminho aberto para relações genuínas.
inesperado.org
3. Muitos falhanços fazem um humilde.
Apesar de ser uma chatice, o caminho mais seguro para quem quer ser humilde é ser humilhado muitas vezes. E para se sentir humilhado nada como uma boa dose de falhanços. Eles magoam o nosso orgulho e vaidade mas devolvem-nos a nossa justa dimensão. Muitas vezes as pessoas mais humildes são as que sabem que muito falharam.

4. Cresce-se mais a falhar.
As alturas de maior crescimento na nossa vida não são quando fazemos tudo bem, mas quando falhamos e temos consciência da razão pela qual falhamos. Curiosamente, quando as coisas correm bem nem sempre crescemos muito, porque nem nos damos ao trabalho de pensar no que fez as coisas correr bem. Pelo contrário, o falhanço é um reality check muito mais persuasivo: obriga-nos a encarar de frente o que fizemos e como o poderíamos ter feito melhor. O crescimento mais eficaz pode vir quando damos um espalho monumental.

5. Um falhado pode arriscar mais.
As pessoas que fazem tudo bem, costumam ter muitas coisas a que se agarrar. E por terem muitas coisas, têm também muito a perder. Pelo contrário, os falhados têm pouco a perder, e por isso, podem arriscar mais. No trabalho, por exemplo, a reputação de quem arrisca muitas vezes e vence algumas, será provavelmente melhor do que quem tem medo de falhar e tenta apenas coisas seguras. Os falhados podem arriscar mais, e por isso mesmo têm muito mais a ganhar.

6. Os falhados têm mais humor.
Uma pessoa até pode ter convicções opostas às nossas, mas se tiver sentido de humor até nos entendemos. Com o sentido de humor conseguimos fazer coisas extraordinárias. Acontece que os falhados confrontam-se regularmente com as suas figuras rídiculas, com surpresas desastradas e com acontecimentos inesperados, e isso já é meio caminho andado para se ter mais sentido de humor. Os certinhos acabam por ser tremendamente aborrecidos, e os falhados… ao menos esses são bem mais divertidos.

7. Ninguém espera muito dos falhados.
Os holofotes costumam estar virados para as pessoas bem sucedidas. Isso acaba por ser uma tremenda vantagem para os falhados – porque estão fora do radar – e por isso têm muito mais liberdade para surpreender toda a gente. Ninguém espera grande coisa de um falhado, tal como ninguém quer apostar no cavalo mais lento. Mas são esses falhados que podem surpreender tudo e todos aparecendo do nada com uma ideia revolucionária, com uma relação fabulosa ou com um projecto maravilhoso.

Por estas e por outras razões o falhanço tem-se tornado uma ocupação cada vez mais nobre.
Mas para se ser bem sucedido nesta ocupação… é preciso ser um verdadeiro falhanço.

Vista cansada aos 20

15 Abr

É comum ouvir pessoas de 40 ou 50 anos dizerem que têm a vista cansada.
Esse mal óptico é facilmente corrigível pela adequada prótese ocular, e por isso no momento oportuno puxam de uns óculos maravilhosos, que os ajudam a ver o que precisam, quer seja um jogo de palavras cruzadas ou um casaquinho de malha (sim, são estas as grandes ocupações desta geração).

Contudo, bem mais alarmante que essa natural fraqueza ocular, é a vista cansada que nada tem que ver com retinas e demais. Estamos a falar da própria forma como se vê as coisas. Estamos a falar de um olhar cansado: que já não se espanta, que já não se entusiasma, que já não tem esperança. E há quem o tenha desde os 20 anos.
É um olhar desapontado com a realidade: Eu já vivi muito… Eu sei como as pessoas são… Já sei tudo o que preciso saber. Já nada me surpreende…
inesperado
É um olhar que perdeu 3 capacidades:
1. O espanto
O espanto é uma interrupção da realidade. É ser surpreendido por pequenos milagres. Milagres tão simples como sentir pele de galinha, ver uma lua cheia ou receber um abraço inesperado. O espanto é uma capacidade própria dos humildes e das crianças. É próprio de quem se deixa surpreender, próprio de quem não sabe tudo. O espanto é o começo do entusiasmo.

2. O entusiasmo
O entusiasmo é uma distorção da realidade. É pegar nela e puxá-la para cima. O entusiasmo põe os olhos a brilhar e faz-nos fazer loucuras. Mas loucuras absolutamente necessárias: ir dançar uma noite inteira depois de um dia de trabalho. Ver o nascer do sol. Mergulhar num mar gelado. Beijar a pessoa de quem se gosta. O espanto é o começo da esperança.

3. A esperança
A esperança é uma superação da realidade. É esperar sempre a coisa maior. É contra todas as evidências, confiar que a vida vai-se expandir em possibilidades nunca antes previstas ou imaginadas. A esperança nada tem que ver com o optimismo, esse copo meio cheio e meio tonto. Ela parte de razões muito mais fundas, que não vacilam mesmo nas dificuldades. Ela permanece, porque está assente na convicção inquebrável que independentemente do que aconteça pode sempre nascer uma coisa melhor das condições presentes.

No fundo, a vista cansada é deixar de se espantar, e por isso deixar de se entusiasmar, e por isso deixar de ter esperança. É perder a capacidade de brincar com a realidade: deixar a reinventar, sonhar e construir. É deixar de se surpreender.

Mas pode uma pessoa ter uma vista cansada e recuperar o seu olhar?
Pode, mas dá trabalho. É preciso deixar tudo o que cansa o olhar: horizontes sem perspectiva, relações sem amor, acções sem sentido.
Mas não basta isso… é preciso descansar o olhar em coisas que valem a pena. Reparar e parar no que anima e no que entusiasma. Acreditar e voltar a acreditar nas coisas pequeninas e nas coisas grandes. Agradecer tudo o que há e tudo o que não há.

E assim aos poucos, podemos recuperar um olhar que se surpreende. Um olhar fresco e um olhar descansado.
Um olhar que ao chegar aos 50 anos até se vai rir… quando reparar nas palavras cruzadas ou no casaquinho de malha que tem ao colo.

É possível viver por alguém?

8 Abr

É possível viver por alguém?
É possível dedicar a vida a alguém, especialmente quando esse alguém não somos nós?

E será possível dedicar a nossa vida a alguém, se antes alguém não tiver dedicado a sua vida a nós? Ou ainda, é possível dar alguma coisa que não tenhamos recebido?

Se repararmos, é surpreendente a quantidade de coisas que gastamos connosco. O dinheiro que gastamos, as energias que gastamos, o tempo que gastamos. Tempo dedicado às nossas coisas, às nossas actividades, às nossas vontades. Se alguém nos tira tempo que era suposto ser para nós, é bom que nem nos apareça à frente.

As coisas acabam por girar apenas em nossa função: os nossos horários, os nossos tempos livres, os nossos programas, as nossas preocupações, os nossos problemas. O trabalho serve para nos dar dinheiro, as férias para nos darem descanso, as relações para nos darem amor. Parece que olhamos apenas para nós e não reparamos sequer em quem está ao nosso lado.
inesperado.org - dedicação
Vivemos assim com uma vontade permanente de nos conservarmos. Somos, sem o notarmos, realmente conservadores (de nós próprios). Ninguém se quer entregar demasiado a outra coisa que não seja a si mesmo. Ninguém se quer apagar para que o outro brilhe. Ninguém se quer sacrificar demasiado por outra pessoa.

Mas novamente, será possível o inverso? É possível viver por alguém que não nós próprios? É possível que alguém prescinda do seu tempo, para que o outro fique melhor? Que alguém se apague, para que o outro tenha luz?

Na realidade é bem possível… não é por acaso que as mães dão à luz. Os pais entregam a sua vida para que os filhos vivam uma vida melhor. Se alguém prescindiu do seu tempo, foram os pais… Quantas mais viagens podiam ter feito? Quantas mais coisas podiam ter comprado? Quantas mais pessoas podiam ter conhecido? A quantas mais festas podiam ter ido? Mas deixaram tudo isso de lado, para que nós estivéssemos aqui. Agora mesmo.

Se alguém já lucrou com a vida entregue de outra pessoa…
fomos nós.

Neste sentido, temos muito a agradecer, e muito também a dar.
As boas notícias é que não nos faltam formas de dar: podemos dar o nosso tempo, o nosso dinheiro, a nossa energia. E também não faltam pessoas a quem entregar a nossa vida. Não tem que ser apenas às famílias, aos pais e aos filhos. Não poderá ser a pessoa a quem nos dedicamos um amigo? Um desconhecido? Um cliente?
Porque não entregamos a nossa vida às pessoas que naturalmente fazem parte do nosso dia?

Quando tentamos guardar a vida apenas para nós, parece que a perdemos. Quando a damos a alguém, parece que a ganhamos. E talvez não seja só o que parece. Talvez seja assim mesmo.
Mas só há uma forma de descobrir: tornar este o dia em que vamos viver dedicados a outra pessoa.

Não basta ser. É preciso parecer

31 Mar

Ligar às aparências é uma coisa tonta.
Não devemos perder tempo com isso. Devemos fazer o que queremos, sem pensar no que os outros vão achar.
O que interessa é o que cada um sente e pensa, e pouco importa o que os outros vêem nisso.

Isto faria todo o sentido… caso cada um de nós vivesse isolado numa ilha. Uma ilha com areia branca e mar azul turquesa, de preferência. Aí seria mais fácil fazer tudo o que nos desse na gana, porque cada acção teria impacto apenas em nós (e em meia dúzia de palmeiras).
Mas isso não acontece.

O que acontece é que vivemos em sociedade e somos frutos de um contexto. Ninguém nasceu sozinho, ninguém se educou sozinho, ninguém cresceu sozinho. Vivemos numa dependência mútua e neste sentido, cada comportamento nosso tem uma consequência social. Ignorar que as nossas palavras, acções e decisões afectam quem nos rodeia seria uma ingenuidade.

Há um ditado que diz à mulher de César não basta sê-lo, é preciso parecê-lo.
Precisamente porque vivemos em sociedade, não importa apenas o que somos, mas também o que parecemos.
inesperado.org_não basta ser.
É preciso por isso encontrar uma forma de equilibrar o que somos e o que parecemos, sem nos vendermos pelo meio. Para atingir este equilíbrio, entre a aparência e a essência, ajuda evitar 2 extremos:
1. Viver em função do que os outros pensam.
Há quem viva com uma preocupação exagerada pelo que os outros vão achar. Mais dedicado a tentar impressionar do que em ser quem realmente é. Quem vive assim nada lhe satisfaz, porque é impossível corresponder ao que tantas pessoas diferentes pensam. Quem vive em função do que os outros acham, perde-se a si pelo caminho. Contudo, há outro extremo…

2. Não ter em conta o que os outros pensam.
Desprezar inteiramente o que os outros pensam pressupõe que os outros não servem para grande coisa, sendo que a única que realmente interessa… somos nós.
Normalmente não temos em conta o que os outros pensam ou por ingenuidade ou por arrogância. Ingenuidade quando partimos do pressuposto que toda a gente vai perceber ou confiar em nós. Arrogância quando achamos que os outros têm obrigação de perceber as nossas intenções e acções.

Há ainda uma outra desconsideração pela opinião dos outros, disfarçada por uma suposta frontalidade: Faço tudo o que penso, não me interessa o que vão pensar de mim, sou muito frontal.
Não, não és. És como uma criança que não filtra. Experimenta estar numa reunião no trabalho e dizer quero fazer cocó…
Há uma “frontalidade” que é apenas uma bravata exibicionista que nada tem de inteligente ou construtivo.

Há por isso um equilíbrio dinâmico a encontrar, entre estes dois extremos. Hoje pode fazer sentido tomar uma decisão sem levar a sério outras opiniões, mas amanhã pode fazer sentido pensar seriamente no que os outros acham. O equilíbrio passa por ter em conta o que os outros pensam, sem estar dependente disso.

O nosso comportamento deve mostrar o que somos. A nossa aparência deve manifestar a nossa essência. O exterior deve expressar o interior.
Temos que ter em conta que há implicações muito complexas de viver em sociedade. Mas é muito mais interessante viver num mundo em que estamos interligados – com todas as aparências e com todas as confusões que isso implica – do que num mundo em que cada um está isolado e só pensa em si.

As aparências servem então para aparecer, não para parecer. Servem para revelar, não para velar.
Não basta ser, é preciso parecer. E ainda bem que assim é.

Podes gostar de mim sff?

25 Mar

O que nos faz gostar de uma música?
O que nos faz gostar de um livro, de um sítio, de uma comida?

É difícil dizer o que é. Podemos tentar mergulhar na nossa infância, pensar na influência dos pais, reflectir em experiências marcantes, mas nunca percebemos inteiramente o porquê. Simplesmente gostamos.

Ao mesmo tempo que gostamos de algumas coisas, também não gostamos de todas as coisas.
Não se gosta de todos os livros, não se gosta de todos os sítios, não se gosta de todas as músicas. Há sempre algum que preferimos. E para quem diz “Ah, eu gosto de todos os tipos de música”, basta fechar essa pessoa numa cave durante 2 horas a dar punk gótico aos berros, para ver quem gosta de tudo.

Há por isso coisas que gostamos mais, e outras de que não gostamos. Isso é natural. Isso não nos causa confusão. Contudo, é curioso ver como isto muda quando falamos de pessoas.

Há quem sinta uma aflição quando percebe que não gosta de alguém. Isto porque achamos que a coisa mais natural é gostar espontâneamente de toda a gente, e quando isso não acontece, sentimos que alguma coisa está errada. Mas não está.

Tal como não gostamos de todos os tipos de literatura, não gostamos de todas as pessoas. Não temos que nos preocupar com isso. E não temos que nos preocupar porque não gostar de uma pessoa não quer dizer tratá-la mal. Podemos não gostar de alguém e tratá-la bem na mesma. Aliás, isso é um alívio especial no mundo do trabalho: não precisamos de gostar de toda a gente (nem do chefe chato, nem da Sónia da contabilidade). Mas isto não quer dizer que não sejamos bons profissionais.

Na realidade, o mundo ficaria a perder se apenas tratássemos bem as pessoas que gostam de nós. Curiosamente, na maior parte das vezes, as pessoas mais difícieis de gostar são as pessoas que mais precisam.
inesperado.org - gostar de mim sff
Contudo, o oposto também acontece. Há pessoas que não gostam de nós. Não é preciso serem pessoas com a mania da conspiração. Simplesmente não gostam de nós, com a mesma naturalidade com que não gostam de puré de batata.

Há quem fique verdadeiramente incomodado quando percebe isso… ainda para mais porque puré de batata não é assim tão desagradável. O que normalmente acontece é tentar agradar a todo o custo à outra pessoa – quase implorando que goste de nós – ou ficar tremendamente indignado com o facto de não sermos gostados… Como é que eu, ser humano magnífico, não tenho a adulação desta pessoa! Ahhh escândalo!

Mas nada feito. Apesar de todos os esforços ou irritações, o outro simplesmente não gosta de nós. O que podemos então fazer?
A resposta é simples: devemos ficar muito agradecidos.

Se formos o que é suposto sermos – com toda a autenticidade e radicalidade que isso implica – vamos necessariamente chocar com outras pessoas. Vamos ser diferentes do que elas gostariam que fôssemos. Vamos ter visões diferentes do mundo e vamos fazer escolhas diferentes.

E isso é motivo para estarmos agradecidos. Não só porque a diversidade é uma riqueza, mas porque é uma coisa terrível ser alguém de quem toda a gente gosta. Porque para isso acontecer é preciso estar sempre a mudar para agradar a toda a gente. É preciso ter 100 máscaras diferentes. É preciso deixar de ser autêntico e passar a ser um personagem inventado. Personagem que por ser inventado não consegue ser feliz.

Da próxima vez que não gostarmos de alguém, da próxima vez que alguém não gostar de nós… não nos vamos preocupar.
Vamos antes ficar agradecidos… tanto que certamente haverá alguém que gosta de puré de batata.

Manifesto – Seguir outro caminho

18 Mar

Este é o artigo nº100 do inesperado.
Muito obrigado por estarem aí.

Aqui fica aquilo em que o inesperado acredita.

Minha querida disciplina

11 Mar

inesperado.org_ disciplinaO que nos vem à cabeça quando pensamos em disciplina? Será que pensamos em sacrifício, em limitação, em chatice? Ou pelo contrário, pensamos em liberdade e em amor?
Tendemos a pensar na disciplina como uma coisa antiquada que tira o gozo da vida. Que elimina a espontaneidade e a naturalidade de fazer as coisas como gostamos. Mas será que a disciplina pode ser uma libertação? Pode ser um um caminho para o amor? Continuar a ler

Lamento, mas vou procurar a liberdade

4 Mar

inesperado.org - liberdadeNaquela tarde tomei uma decisão que ia mudar toda a minha vida. De agora em diante, ia apenas fazer o que me apetecia.

Largar as amarras das responsabilidades, dos deveres e das obrigações. Lutar por um ideal maior: a liberdade de poder escolher o que fazer. Poder determinar o futuro, poder decidir o meu rumo! Escolher o que me apetece, sem ninguém me dizer o que fazer. Tinha que viver essa liberdade! Haverá algo maior que a liberdade individual? Continuar a ler

Quem será que beija mais?

25 Fev

inesperado.org - beijar mais
Há quem ache que os casalinhos que gostam mais um do outro são os que dão mais beijinhos. Quem der mais abracinhos, quem disser mais não sei viver sem ti, quem der mais beijocas, é quem gosta mais do outro. Sem dúvida, miminhos são bons… Mas será que quem beija mais é quem ama mais?

Será que a mãe que ama mais o seu filho é a que lhe dá mais beijinhos? Então para ser a melhor mãe do mundo bastava não largar a bochecha gorda do pirralho…
Infelizmente as beijocas estão longe de ser a resposta completa para o amor que procuramos e precisamos. Com todo o respeito pela beijoca – que é sempre aprazível – mas ela está sobrevalorizada. O amor pede muito mais que beijocas…

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Estão a conspirar contra ti

18 Fev

inesperado.org - estão a conspirar
Se haver pessoas que conspiram contra outras faz confusão, então se conspirarem contra nós ainda mais perturbador é. Por vezes temos aquela sensação que alguém não gosta mesmo de nós… e que deve estar a fazer alguma coisa contra nós. Não é necessário um enredo maquiavélico, às vezes basta um comentário desagradável, uma crítica ou um olhar, para acharmos que a principal ocupação daquela pessoa é arruinar a nossa vida.

É maravilhosamente tentador achar que o mundo está a conspirar contra nós, porque assim temos a possibilidade de representar 3 papéis que adoramos: Continuar a ler

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