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Quem será que beija mais?

25 Fev

inesperado.org - beijar mais
Há quem ache que os casalinhos que gostam mais um do outro são os que dão mais beijinhos. Quem der mais abracinhos, quem disser mais não sei viver sem ti, quem der mais beijocas, é quem gosta mais do outro. Sem dúvida, miminhos são bons… Mas será que quem beija mais é quem ama mais?

Será que a mãe que ama mais o seu filho é a que lhe dá mais beijinhos? Então para ser a melhor mãe do mundo bastava não largar a bochecha gorda do pirralho…
Infelizmente as beijocas estão longe de ser a resposta completa para o amor que procuramos e precisamos. Com todo o respeito pela beijoca – que é sempre aprazível – mas ela está sobrevalorizada. O amor pede muito mais que beijocas…

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O monstro e a pessoa ideal

14 Jan

inesperado.org - a pessoa idealPor mais fantástica que seja a tua roupa, ela está mais bem vestida.
Por muito competente que sejas, ela faz um trabalho melhor.
Por muito divertidas que sejam as tuas histórias, ela faz sempre rir mais.
Por muito bem que cozinhes, ela cozinha pratos ainda melhores.
Por muito bem que penses, fales ou vivas… ela é sempre melhor.

Mas afinal quem é esta pessoa?
É simplesmente a construção que fizemos na nossa cabeça da pessoa ideal. É a imagem que inventámos algures pelo caminho, da pessoa que queremos para partilhar a nossa vida. Tipicamente é uma pessoa desenhada para uma relação próxima, mas há quem se especialize em fabricar dezenas de pessoas ideais, para aplicar a amigos, colegas e até estranhos. Depois de estar fabricada, esperamos genuinamente que as pessoas de carne e osso correspondam a ela. Continuar a ler

Nunca vou ser o que tu queres.

10 Set
Gastamos muitos perdigotos e neurónios a tentar persuadir os outros a serem o que nós queríamos que eles fossem.
 

Apesar das nossas motivações – caprichosas ou altruístas – acabamos por ficar derrotados perante a nossa miserável capacidade de mudar os outros para o que queremos.

Quantos cabelos brancos ganhos para que os outros fossem diferentes! Pais, filhos, namorados, namoradas, patrões e empregados, tudo a querer mudar os outros.
Os filhos nunca têm exactamente os pais que querem. Os empregados nunca têm os patrões que querem. As namoradas não têm os namorados que querem, e os maridos  as mulheres que querem. Todos querem alguém ligeiramente diferente. Mais simpático, responsável, atento, paciente, interessado, interessante…
 
Contudo esta abordagem levanta alguns problemas:

Gostar mais, conhecer melhor.

26 Fev

Só se gosta das coisas que se conhece. Ou mais, só se ama o que se conhece. Claro que o amor é uma palavra forte – já muito estoirada de uso excessivo – mas o ponto é que para gostar de uma realidade, temos que a conhecer.

Às vezes dá vontade de dar duas chapadas à adolescente que diz: mas eu amo-o perdidamente. Rapariga, conheceste-o ontem numa festa e estavas regada com 5 imperiais. Tu nem sabes o apelido dele. (Mas… mas…)

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Simplesmente: Um Santo Natal.

25 Dez

Cheio de abraços e beijinhos, cheio de comida boa, e cheio de Esperança.

E já acabou. Sim, era só isso mesmo. Um Santo Natal para ti e para a tua família.

 

A álgebra e o amor

25 Set

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E assim aprendemos a contar. Com paciência, com repetição, com memória.

Será que como aprendemos a álgebra, também assim podemos aprender a amar?
Com paciência, com repetição? Com memória?

Pois sim.
Quem nos formou, construiu-nos num universo de paciência, numa multiplicação de generosidades. Toda essa atenção fabricou o nosso tecido interior.
E como essa atenção não basta, a repetição reforçou em nós a aprendizagem do amor. “Gosto muito de ti”. Beijinhos, milhares deles, a propósito e a despropósito. E de novo a propósito. E mais beijinhos. Já te disse? “Gosto muito de ti”.
Esta experiência tão extraordinária quanto comum ,torna-se uma memória. Um lugar ao qual voltamos sem grande esforço, uma lembrança interna, uma casa que não tem preço.

Aprendemos por isso a amar. Porque antes, aconteceu connosco.

Mas para os olhos mais atentos, a contagem no início deste texto falha um numero. O 16.
Um pouco depois do meio do caminho, falha-nos alguma coisa. Se calhar não sabemos toda a álgebra. E se calhar também não sabemos todo o amor. Apesar do exercício horário, diário, mensal, de amar, há um momento que saltamos alguma coisa de importante. A paciência, a repetição e mesmo a memória não nos bastam para saber o caminho todo. Há sempre alguma coisa que nos escapa.
E a aprendizagem do amor está também aí: falhamos ao amor quando o já sabemos de cor.

Por isso, é necessária uma revolução. Um movimento de vida que preencha as lacunas do que temos e do que damos. É necessário tornar o amor um caminho primário, tão fundamental quanto o foi na génese da nossa vida. É necessário voltar a aprender a amar. Com tudo o que fomos. Com tudo o que somos.

E o bom do amor é que nesse mercado – que foge tanto aos mercados e à álgebra –  não há falta de trabalho nem emprego:
Há ruas por amar, amigos por amar, inimigos por amar.
Há árvores por amar, amarelos por amar, sons por amar.
Há músicas por amar, livros por amar, viagens por amar.
Há saúde e há doença por amar.
Há empresas por amar, cidades por amar, países inteiros por amar.
Há um mar por amar.

E assim sim, vamos aprender a amar.

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