O trabalho é infinito. O tempo não.

Quando sentimos que não temos tempo, a primeira reação pode ser acelerar e fazer mais coisas ou simplesmente trabalhar mais horas.

Mas como rapidamente nos apercebemos, nem tudo se resolve com melhor gestão de tempo.

Podemos ter uma carga de trabalho exagerada, ou simplesmente precisar de encarar as coisas de outro ponto de vista…

Isso começa por perceber que alguns problemas não são técnicos, são desafios adaptativos: não se resolvem com uma ferramenta, mas com uma mudança de expectativas e prioridades.

O autor Jim Collins resume bem o problema: O trabalho é infinito, o tempo é finito.

Vai sempre haver mais trabalho, mas o nosso tempo é exatamente o mesmo. Não só isso, como se o nosso trabalho for bom, provavelmente vai gerar cada vez mais trabalho. Ou seja, nunca vamos acabar tudo.

O tema passa então de como consigo fazer tudo para onde vou usar o meu tempo?

Uso o meu tempo para fazer o que é realmente imprescindível, ou ando disperso entre muitas tarefas?

Isto implica aceitar que algumas coisas ficam por fazer.

Tenho uma amiga com 3 filhos e muita responsabilidade no trabalho, com dezenas de pessoas à sua responsabilidade. Achei muito bonito quando a ouvi dizer: “Não sei tudo o que se está a passar. E está tudo bem.”

É sinal de maturidade saber viver com tarefas por fazer, com problemas por resolver. Não precisamos de saber tudo. Não precisamos de estar em todo o lado.

Importa então perceber que quando o tempo nos escapa, somos convidados não a trabalhar cada vez mais, mas a ser cada vez mais deliberados na forma como usamos o nosso tempo. E com o que fica por fazer, saber aceitar com tranquilidade.

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